Esclerose múltipla
Formas clínicas
Existem 3 formas clínicas definidas na esclerose múltipla:
-
Remitente-recorrente (85-90% dos casos): Surtos (pioras agudas ou subagudas do nível de incapacidade) alternadas com remissões (períodos de melhora). Depois de cada surto, o paciente pode evoluir com melhora completa ou parcial dos sintomas ou não ter melhora.
Obs.: O que é surto: Episódio de início agudo ou subagudo de novos déficits neurológicos ou piora de sequelas prévias atribuíveis a lesão desmielinizante com duração maior que 24h sem associação com febre ou infecção. Chama-se déficit neurológico focal qualquer perda de função neurológica específica (ex.: perda de força de um braço).
-
Secundariamente progressiva: Ocorre geralmente após 10-20 anos da forma remitente- recorrente. O paciente passa a aumentar o nível de incapacidade de forma gradual, independente dos surtos, que podem ou não ainda ocorrer. Nesse caso, por exemplo, um paciente que tinha já fraqueza nas 2 pernas, começa a piorar lentamente ao longo de meses a força dos membros inferiores e passa a depender de bengalas, depois do andador até precisar de cadeira-de-rodas.
-
Primariamente progressiva (10%): É a forma mais rara, ocorre geralmente após os 40 anos e não tem predileção por sexo. O paciente não tem surtos e já progride (piora gradual e lenta dos sintomas) desde o início. A apresentação mais comum é a de paraparesia espástica (fraqueza e espasticidade dos membros inferiores, que pioram ao longo de anos).
Referências:
Lublin FD, Reingold SC, Cohen JA, Cutter GR, Sørensen PS, Thompson AJ, et al. Defining the clinical course of multiple sclerosis: the 2013 revisions. Neurology 2014 Jul; 83(3):278-86.
