Esclerose múltipla
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é como um quebra-cabeça. Não há um exame específico, que caso positivo, feche o diagnóstico. O neurologista especialista combina os dados da história clínica com o exame neurológico, dados dos exames de sangue e do líquor (líquido que circula na cabeça e dentro da cabeça e que deve ser coletado pela punção lombar) além dos achados da ressonância magnética do encéfalo e da medula.
Há uma lista de critérios que devem ser preenchidos para o diagnóstico e atualmente usamos os critérios de Mcdonald de 2017. Basicamente o paciente deve ter achados típicos que corroborem a ocorrência prévia de dois ou mais eventos desmielinizantes separados no tempo (momentos distintos) e no espaço (locais distintos no sistema nervoso).
Referências:
Thompson AJ, Banwell BL, Barkhof F, Carroll WM, Coetzee T, Comi G, et al. Diagnosis of multiple sclerosis: 2017 revisions of the McDonald criteria. Lancet Neurol 2018 Feb;17(2):162-173.
