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Esclerose múltipla

Tratamento modificador de doença

    Chama-se tratamento modificador de doença aquele que muda o curso dela, prevenindo surtos e novas lesões do sistema nervoso através da modulação do sistema imune. Trata-se de uma área que teve grande avanço nas últimas décadas. Em 1993, foi aprovado o primeiro fármaco especificamente para o tratamento de esclerose múltipla pelo FDA (agência reguladora dos EUA), o interferon beta 1b (Betaseron®). De lá para cá, chegamos a mais de 25 opções de fármacos. Cada um deles tem o seu nível de eficácia, mecanismo de ação, perfil de segurança (efeitos colaterais), via de administração (oral, endovenosa ou subcutânea), posologia (diário, 3x/semana, semanal, mensal, semestral, anual, indução em 2 anos).

       Para definir a medicação, avalia-se o grau de atividade da doença, os tipos de surtos, a quantidade de lesões na ressonância magnética, as outras enfermidades do paciente, a intenção de engravidar, se está amamentando, a facilidade de acesso (ditada pelo PCDT do SUS ou pelo Rol da ANS), entre outros fatores. De modo geral, com fármacos mais eficazes, há possibilidade de efeitos colaterais mais graves, mas há exceções. Deve-se, portanto, determinar a relação risco x benefício antes de escolher e fazer monitorização clínica e com exames de sangue para detectar possíveis complicações após iniciada a medicação.

        Uma alternativa para casos hiper-resistentes é o transplante autólogo de medula óssea.

Referências:

Trojano M, Tintore M, Montalban X, Hillert J, Kalincik T, Iaffaldano P, et al. Treatment decisions in multiple sclerosis - insights from real-world observational studies. Nat Rev Neurol 2017 Feb;13(2):105-118.

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