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Esclerose múltipla

Gravidez

     O mais importante neste tópico é o planejamento familiar. A gravidez deve ser programada com bastante antecedência junto ao neurologista assistente para definir o melhor momento para ocorrer. Recomenda-se que a atividade da doença esteja bem controlada (1 ano sem surtos). Medicações mais seguras (ex.: acetato de glatiramer e interferons) podem ser mantidas, mas a maioria tem que ser suspensa. Alguns fármacos são usados em esquemas de ciclos anuais de modo que, se a gravidez for bem programada, não há necessidade de atrasar as doses (ex.:  cladribina, alentuzumabe).

     Em relação ao tratamento dos surtos, pondera-se a relação risco x benefício frente a efeitos deletérios da metilprenisolona (surtos graves são sempre tratados). A esclerose múltipla costuma ter a atividade da doença (surtos, novas lesões) reduzida durante a gravidez, mas ela pode ressurgir no pós-parto.

     Não há aumento do risco da gravidez pela doença, exceto talvez nas pacientes com sequela motora em membros inferiores ou disfunção pélvica, quando aumenta a necessidade de cesarianas.

Referências:

Kaplan TB. Management of Demyelinating Disorders in Pregnancy. Neurol Clin 2019 Feb;37(1):17-30.

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