Epilepsia
Tratamento medicamentoso
Com relação ao tratamento preventivo, são usados os fármacos anti-epilépticos. Existem vários medicamentos diferentes, cada um com o seu mecanismo de ação, eficácia para cada tipo de crise, posologia, preço, perfil de efeitos colaterais, possibilidade de interação medicamentosa e risco durante a gravidez. Assim o medicamento mais adequado é determinado apenas ao se traçar o perfil do paciente. No uso dos fármacos anti-epilépticos, um cuidado muito importante é o de tomar a medicação da forma como foi prescrita, sem esquecer ou atrasar nenhuma dose. Estes detalhes fazem muita diferença uma vez que o esquecimento de uma dose pode diminuir a concentração sanguínea do medicamento e gerar uma crise convulsiva, gerando uma ida ao pronto-socorro e às vezes até um acidente.
Geralmente a epilepsia é facilmente controlada com remissão completa das crises, mas em cerca de 20-40% dos casos, o paciente tem a chamada epilepsia refratária, que é quando não há controle das crises mesmo com testes de 2 fármacos em doses otimizadas. Nestes casos, outras medidas podem ser tomadas caso a caso como: combinação de medicamentos, dieta cetogênica, tratamento cirúrgico, estimulação do nervo vago.
Em relação à gravidez, ela deve ser planejada junto ao neurologista assistente para se determinar o melhor momento, realizar as trocas necessárias e iniciar suplementação de ácido fólico. É importante ressaltar que algumas medicações são teratogênicas, ou seja, geram malformações no feto. Nesse sentido, temos desde fármacos mais seguros como a lamotrigina e o levetiracetam até o ácido valpróico, que é o de maior risco.
Referências:
Abou-Khalil BW. Update on Antiepileptic Drugs 2019. Continuum (Minneap Minn) 2019 Apr;25(2):508-536.
