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Epilepsia

Cuidados no paciente com epilepsia

    O tratamento envolve alguns cuidados referentes às crises e a prevenção de crises com medicamentos. Ao diagnóstico da doença, orientações devem ser passadas para evitar acidentes, preocupação especialmente relevante no começo do tratamento quando não se sabe se as crises estão controladas.

     Assim, o paciente deve evitar nadar sem ninguém por perto, andar de bicicleta, subir em escadas ou árvores e não deve dirigir. Não é que o paciente estará proibido de dirigir pelo resto da vida, mas pelo menos até se ter certeza de que as crises estão controladas.

     O critérios do DETRAN para habilitação na categoria B de pacientes com epilepsia são os seguintes:

 

         Paciente com epilepsia em uso de medicamentos:

          

1) estar a um ano sem crises epilépticas ententendo como crises epilépticas não

apenas as convulsivas, mas qualquer outro tipo de crise como as ausências, as

mioclônicas, as focais entre outras;

2) ter um parecer favorável do médico assistente;

3) ser plenamente aderente ao tratamento.

  

Paciente com epilepsia em retirada de medicação:

1) não ter epilepsia mioclônica juvenil;

2) estar, no mínimo, há dois anos sem crises epilépticas de qualquer tipo;

3) retirada de medicação mínima de seis meses;

4) estar no mínimo há seis meses sem crises epilépticas de qualquer tipo após a retirada

da medicação;

5) ter parecer favorável do médico assistente.

     É necessário também  orientar  as famílias  com relação ao manejo  das crises  com os seguintes cuidados:

  • Manter a calma.

  • Afastar objetos do paciente, especialmente os duros e cortantes.

  • Proteger a cabeça do paciente com almofada, travesseiro.

  • Virar a cabeça e o corpo de lado.

  • Durante a crise, não colocar nada na boca do paciente.

  • Ligar para o serviço de emergência.

    No geral, o paciente  é levado ao  hospital em todas  as crises, mas  em  casos  selecionados em pacientes com diagnóstico prévio de epilepsia, pode-se aguardar a consulta ambulatorial. É o caso de crises leves, isoladas, curtas, sem trauma de crânio associado em paciente em reajuste de dose, mas isto deve ser conversado previamente com o neurologista assistente. No hospital, algumas outras medidas podem ser tomadas em casos com crises persistentes como uso de medicações (Diazepam, fenitoína, ...).

Referências:

Conselho Nacional de Trânsito -CONTRAN (Brasil). Resolução n°.425, de 27 de novembro de 2012. Dispõe sobre o exame de aptidão física e mental, a avaliação psicológica e o credenciamento das entidades públicas e privadas de que tratam o art. 147, I e §§ 1º a 4º e o art. 148 do Código de Trânsito Brasileiro. Diário Oficial da União 10 dez 2012; Seção1.     

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