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Demências

Demência de corpos de Lewy

      É a segunda causa neurodegenerativa mais comum de demência, sendo mais comum após os 60 anos (idade média de diagnóstico de 75 anos) e cerca de 4 vezes mais frequente em homens que em mulheres. História familiar de doença de Parkinson, ausência de consumo de cafeína, alta escolaridade e história de ansiedade e depressão são fatores de risco.

   A demência não se inicia geralmente com problema de memória, mas com falta de atenção, disfunção executiva (incapacidade de planejar e executar tarefas) e com prejuízo nas chamadas habilidades visuoespaciais. Essas alterações prejudicam muito a capacidade de trabalhar e de dirigir (facilidade de se perder, julgar mal as distâncias, não obedecer as placas,...). Outras características da doença incluem: flutuações cognitivas (dias ou períodos do dia em que o paciente fica mais sonolento, lentificado ou com piora do raciocínio e outros que em fica bem), alucinações visuais e parkinsonismo com início < 1 ano dos sintomas cognitivos. Também podem ser encontrados: transtorno comportamental do sono REM (movimentos e fala durante o sono como se estivesse atuando no próprio sonho), hipersensibilidade aos medicamentos neurolépticos, síncopes.

    Com  a  progressão da  doença, há piora progressiva  da demência,  envolvendo  outros domínios cognitivos como a memória além de haver dependência funcional cada vez importante. O diagnóstico é realizado através de dados obtidos pela história clínica, pelo exame neurológico e por testes cognitivos além do preenchimento dos critérios diagnósticos da doença. Em geral, são realizados alguns exames de sangue e um exame de imagem do crânio para excluir as causas reversíveis de demência.

   A doença não tem cura e o tratamento é focado no alívio dos sintomas. Ele envolve medicamentos anti-demência (anticolinesterásicos), antidepressivos (para controle de agitação psicomotora, depressão, insônia), drogas antiparkinsonianas (ex. levodopa) e, em alguns casos, medicamentos para a hipotensão postural. O uso de neurolépticos pode ser considerado, em alguns casos, em doses muito baixas.

Referências:

Frota RNA, Siqueira Neto JI, Balthazar MLF, Nitrini R. Neurologia cognitiva do envelhecimento: do conhecimento básico à abordagem clínica. São Paulo: Editora e Eventos Omnifarma; 2016.    

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