Epilepsia
Classificação
Após o diagnóstico, para se determinar o melhor tratamento, deve-se realizar a classificação da epilepsia, ditada segundo as diretrizes da ILAE (Liga Internacional contra a Epilepsia). Existem vários níveis de classificação. O 1° nível é ditado pelo tipo de crise epiléptica. O segundo é feito conforme a origem das descargas epilépticas responsáveis pelas crises e é determinado pelas características das crises e pelo eletroencefalograma. A epilepsia pode ser, desta forma: generalizada (descargas oriundas dos 2 lados do cérebro as quais rapidamente se espalham através das redes neuronais), focal (descargas oriundas das redes de um lado do cérebro), generalizada e focal (apresenta os dois componentes), desconhecido (investigação incompleta ou achados inconclusivos dos exames).
O terceiro nível de classificação é a determinação da síndrome epiléptica. Nem sempre é possível encaixar o caso do paciente em alguma delas. Basicamente devem ser coletados dados sobre a idade de início, fim e o tipo das crises apresentadas, os achados do eletroencefalograma, presença ou não de outras manifestações neurológicas como perda cognitiva, alteração de comportamento, perda de equilíbrio. Exemplos de síndromes epilépticas incluem a epilepsia de ausência e a síndrome de Lennoux-Gastaut.
O quarto e último nível de classificação é a determinação da causa da epilepsia, que poderia pertencer a uma ou mais das seguintes categorias: genética, estrutural (lesões cerebrais visíveis em exames de imagem), metabólica, imune (ataque do sistema imune ao cérebro causando crises), infecciosa (HIV, neurocisticercose, ...) ou desconhecido.
Referências:
Scheffer IE, Berkovic S, Capovilla G, Connolly MB, French J, Guilhoto L, et al. ILAE classification of the epilepsies: Position paper of the ILAE Commission for Classification and Terminology. Epilepsia 2017 Apr;58(4):512-521.
