Cefaléia (dor-de-cabeça)
Aspectos gerais
Cefaléia é o mesmo que dor-de-cabeça e é uma das queixas mais comuns na procura por atendimento médico. Geralmente ela é primária, ou seja, é a doença em si, mas em alguns ela pode sinalizar e ser causada pela presença de outras condições, às vezes graves (cefaléia secundária) de modo que a avaliação médica é importante, especialmente se houver os chamados sinais de alarme. Os sinais de alarme mais importantes e que indicam exames e investigação incluem:
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febre
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história de câncer/neoplasia.
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Déficit neurológico focal
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Início abrupto ou súbito (máximo da dor em menos de 1 minuto).
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Início em idade avançada (> 50 anos)
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Mudança de padrão ou cefaléia nova
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Cefaléia relacionada à posição do corpo (sentado, deitado,...)
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Cefaléia precipitada por espirros, tosse, atividade física
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Edema de papila óptica (inchaço do nervo óptico >> percebido pelo médico no exame de fundo-de-olho)
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Cefaléia progressiva (piora gradual) ou com apresentação atípica.
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Cefaléia na gravidez ou no período pós-parto
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Olho doloroso com sinais autonômicos (vermelhidão, lacrimejamento,...)
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Cefaléia com início após trauma de crânio
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Doença imunodepressora ou uso de imunossupressores
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Abuso de analgésicos.
Nestes casos é necessária investigação com exame de imagem (tomografia de crânio ou, de preferência, ressonância magnética) e, dependendo do quadro, punção lombar e exames do líquor (na suspeita de meningite/encefalite, hemorragia subaracnóidea ou infiltração por células cancerígenas), exames de sangue, imagem vascular (angiotomografia ou angiorresonância de crânio), entre outros exames.
Quando a cefaléia é secundária, o tratamento é direcionado à causa além de serem usadas medicações para alívio dos sintomas. Quando é primária, as crises são tratadas e, em alguns casos, quando elas são muitos frequentes, é aventado um tratamento profilático com medicamentos.
Referências:
Robbins MS. Diagnosis and Management of Headache: A Review. JAMA 2021 May;325(18):1874-1885.
