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MOGAD (doença associada ao anti-MOG)

Tratamento

   A doença ainda precisa de mais estudos, mas até o momento reconhece-se que a doença pode ser monofásica, ou seja, haver  apenas um surto/ataque de desmielinização. Assim o tratamento crônico para prevenção de ataques geralmente é feito a partir do segundo episódio, mas cada caso é avaliado de forma individualizada junto com o paciente e, dependendo da gravidade do primeiro evento e das sequelas associadas, o paciente pode iniciar a medicação preventiva a partir do diagnóstico em alguns casos. Esse tratamento crônico é feito através de imunossupressores, escolhidos de acordo com o perfil do paciente. Até o momento, não existem medicamentos aprovados pela Anvisa ou pelo FDA especificamente para MOGAD. São usados os imunossupressores tradicionais: micofenolato de mofetila, azatioprina e metotrexato.

    Além do tratamento crônico, temos o do surto. É feito com a chamada pulsoterapia nos pacientes sem contraindicações. É administrado um corticóide (metilprednisolona) em altas doses diárias por via endovenosa por 3 a 5 dias, o tempo exato depende da evolução do paciente.

     Temos ainda o tratamento focado nos sintomas, que envolve reabilitação com fisioterapia para sintomas motores (fraqueza, desequilíbrio para andar), fonoaudiologia para fala embolada ou dificuldade de engolir. Dependendo do sintoma que o paciente apresenta, o médico pode passar alguma medicação para alívio. É o caso, por exemplo, de anticonvulsivantes para a dor neuropática resultante de surtos de mielite transversa.

Referências:

Wynford-Thomas R, Jacob A, Tomassini V. Neurological update: MOG antibody disease. J Neurol 2019 May;266(5):1280-1286.       

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